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Running VS Science

You are a product of science You run Running is a gift of science Um blog científico cheio de curiosidades sobre a corrida, conselhos para melhorar a performance e entrevistas fenomenais a casos reais de pessoas comuns que venceram na corrida.

30
Ago16

#Lesões1 - Tendinite Patelar

Nádia Santos

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Hoje, na rúbrica #Lesões, falo-vos duma lesão que me é muito familiar: a tendinite patelar. Também conhecida como joelho do saltador (do inglês Jumpers Knee) é uma lesão aparentemente inofensiva, no entanto, pode levar à incapacitação da prática desportiva. A sua causa pode ser devida ao treino excessivo e/ou abusivo, falta de alongamentos e má condição física. Dou-vos o meu exemplo: no momento da lesão, tinha passado recentemente dos 4 para 8km aproxidamente (sem passagem intermédio): treino abusivo; tinha pouca massa muscular: má condição física e... (ADMITO)... Nunca perdia muito tempo a alongar... PÉSSIMO, PÉSSIMO, PÉSSIMO!

É uma lesão que ocorre principalmente em desportos que envolvem saltos e desacelarações bruscas, sendo por isso muito comum no atletismo, basket e futebol. Estas actividades, aquando as condições anteriores (overtraining, má condição física, etc) podem causar stress no tendão patelar, conduzindo a uma inflamação do mesmo.

Para além disso, atletas que  possuem um desalinhamento dos membros inferiores, tais como: quadris largos ou pronação acentuada, também possuem facilmente esta lesão.

Mas que tendão é este?

O tendão patelar é o tendão que se encontra abaixo da patela (rótula) e faz a ligação entre esta e a tíbia (osso da canela).

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Quais os sintomas?

- Dor e/ou sensibilidade ao redor do tendão patelar

- Edema no joelho ou na zona onde o tendão se conecta com o osso da canela

- Dor ao saltar, correr, caminhar ou até mesmo a descer ladeiras e escadas

-  Dor ao dobrar e esticar a perna

- Sensibilidade na parte detrás da canela

No meu caso em particular, a dor manifestou-se durante a prática da corrida. Dor e sensibilidade, principalmente ao correr e a descer ruas e escadas. Esticar e dobrar a perna também me era totalmente doloroso. Nos seguintes dias, até mesmo caminhar relativamente rápido em piso liso era doloroso. Não tive qualquer edema no joelho.

Esta lesão quando em estados mais graves, pode haver mesmo ruptura do tendão (graças a Deus, não foi o meu caso).

 

Como é diagnosticada?

O diagnóstico baseia-se no exame ao joelho por parte do médico, procurando por sensibilidade no tendão. Pode por vezes pedir ao paciente para correr ou saltar e saber se os exercícios causam dor.

No meu caso em particular, após falar detalhadamente com o médico acerca dos meus treinos e hábitos, apenas foi necessário deitar-me numa maca enquanto o médico pressionava o meu joelho. No momento em que pressionou o tendão patelar, de imediato saltei com uma dor super aguda! Resposta imediata: “Já sei o que tens... Uma tendinite patelar! Muito comum em corredores e jogadores de Basket”.

Pode também ser recomendado a realização de um Raio-X (no meu caso, estava tudo bem).

 

Como é tratada?

- Uso de medicamentos anti-inflamatórios PRESCRITOS PELO MÉDICO. No meu caso, consistia na aplicação 3x ao dia do gel anti-inflamatório e analgésico “Reumon Gel” da Bial; compressas anti-inflamatórias durante a noite durante 15 dias (TransAct) e comprimidos anti-inflamatórios uma vez por dia durante 15 dias, após a refeição mais pesada (Exxiv da Bial).

- Aplicação de gelo na zona inflamada

- Após 15 dias, sessão de alongamentos

- Quando necessário, sessões de fisioterapia com reforço muscular.

Não esquecer que durante o tratamento, a realização da atividade física deve ser excluída ou alterada (nadar em vez de correr, por exemplo).

 

 

Uma vez que sou familiar com esta lesão, posso afirmar que de facto não foi um tratamento de todo complicado nem duradouro. No entanto, apesar de não ser muito grave, é uma lesão que nos deixa incapacitados. Encontrava-me de férias de verão, passando grande parte do meu tratamento no Algarve... Queria passear, correr na praia, jogar à bola, etc... E as dores não deixavam. Para além de que, 1 mês de tratamento sem poder sequer praticar corrida. O que me deixou saudades...

Ao todo, foram 2 meses sem correr...  Quase 1 mês no “pode ser que passe com gelo” (ERRADO!) e mais 1 mês de tratamento...

 

De forma a evitarem este tipo de lesão aconselho vivamente a: aquecerem extretamente bem; alongarem EXCELENTEMENTE bem; fazerem reforço muscular; usar calçado adequado e descansarem. Não excedam as vossas capacidades, descansar também faz parte do vosso treino semanal.

 

 

 

 

Nádia Santos

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