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Running VS Science

You're a product of science, you run and running is a gift of science. Um blog científico cheio de curiosidades sobre a corrida, conselhos para melhorar a performance e entrevistas fenomenais a casos reais de pessoas comuns que venceram na corrida.

30
Jan18

#CasosReais - Nuno Moreira

Nádia Santos

 

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O que começou como um alerta da sua médica de família tornou-se numa verdadeira paixão. Nuno, que em 2012 pesava 98 kg, estava em risco de ter que tomar medicação para a tensão arterial o resto da sua vida. Hoje, é um elemento importantíssimo dos Alverca Urban Runners e maratonista. O regresso do #CasosReais em grande, com o veredicto dum grande exemplo. Conheçam melhor a história de Nuno Moreira.

 

O TEU INÍCIO NA CORRIDA COMEÇOU COM UM ALERTA DA TUA MÉDICA DE FAMÍLIA, PARA MUDARES O TEU ESTILO DE VIDA. COMO DESCREVES O TEU ESTADO FÍSICO E PSICOLOGICO ANTES DE 2012?

 

Antes de mais, quero começar por agradecer o convite para ser um dos teus #CasosReais. Nessa altura o meu estado físico era deplorável. Pesava 98 quilos e a maior parte das atividades que envolvessem mais esforço deixavam-me de rastos. Até mesmo coisas mais simples como jogar à bola com o meu filho ou brincar no chão com a minha filha bebé eram coisas que fazia com enorme dificuldade. O meu estilo de vida era muito sedentário e os cuidados com a alimentação eram quase nulos. Curiosamente, isto não era algo que me deixasse afetado psicologicamente porque sempre me conheci como sendo uma pessoa com peso a mais e estas limitações eram normais para mim, portanto pouco ou nada tinha feito até então para mudar. Já tinha aceite há muito tempo que era assim "gordinho" e pronto.

 

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 (Nuno, antes de alterar o seu estilo de vida)

 

O EXERCÍCIO FÍSICO TEM SEM DÚVIDA UM PAPEL FUNDAMENTAL NA PERDA DE PESO E NA MANUTENÇÃO DE UM ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL. ENTRE TANTOS DESPORTOS, PORQUÊ A CORRIDA?

 

A resposta rápida que eu costumo dar é: porque não sei nadar nem andar de bicicleta! Comecei a correr em 2012. Um ou dois anos antes fiz exames e análises de rotina com a médica de família depois de ter algumas queixas e ela alertou que estava na altura de mudar de estilo de vida, caso contrário iria ter que começar a tomar medicação para a tensão até ao fim da minha vida. Aos 30 anos, com 98kg e com um estilo de vida sedentário não podia esperar outro desfecho. Estava eu a pensar no que fazer quando um dia a caminho do trabalho adormeci no comboio e saí na estação seguinte. Como não tinha um autocarro directo dali até ao trabalho e me pareceu que não estava assim tão longe, fui a pé. A partir daí ganhei o hábito de sair do trabalho e ir a pé até às minha estação habitual de comboio. Comecei a fazer estas caminhadas de 3km com bastante frequência, ao mesmo tempo que estava a melhorar o minha alimentação com apoio de nutricionista durante uns meses e depois já sozinho.

Começar a correr aconteceu também porque havia um grupo de caminhada e corrida no meu trabalho. Juntei-me e comecei a ir às caminhadas nas quais a empresa nos oferecia a inscrição e ia ouvindo com atenção o que contavam os corredores, as suas histórias, os seus tempos, as suas aventuras e as suas metas que conquistavam. “Qualquer dia experimento”, pensava eu só para mim.

 

NO ENTRETANTO, JÁ PERDESTE MAIS DE 20KG. QUE DIFERENÇAS NOTAS NA TUA VIDA?

 

Começando pelo que originou esta mudança: nunca mais tive problemas de tensão arterial. Sou asmático, mas apesar de andar sempre com a bomba nos treinos e provas, raras são agora as alturas em que tenho que a tomar. E os 71/72kg que tenho agora dão-me uma qualidade de vida que nem se compara. Sinto-me com mais energia, mais ativo. Jogar à bola com o meu filho ou brincar no chão com a minha filha nascida entretanto era um martírio porque a minha mobilidade e resistência era mínima. Nunca fui pessoa de dar grande valor à minha imagem mas agora que olho para fotos antigas nem me reconheço e até sinto alguma vergonha por me ter deixado desleixar daquela maneira. Pode parecer um cliché, mas é verdade: ganhei alegria de viver e ganhei anos de vida. Ah, e também fui ganhando um guarda-roupa novo e um pouco mais cuidado.

 

COM O PASSAR DOS ANOS, A CORRIDA DEIXOU DE SER SÓ UMA FORMA DE TE MANTERES SAUDÁVEL. PASSOU A SER UMA PAIXÃO. QUERES-NOS CONTAR COMO FOI A TUA PRIMEIRA PROVA? 

 

Foi a Corrida de Santo António, em junho de 2012. Apesar da prova só ter corrida de 10km tive colegas da caminhada que se inscreveram na mesma porque viram que conseguiam acabar dentro do tempo limite. E eu, meio louco, disse que ia tentar fazer a prova a correr. Tinha ZERO treinos. Fiz 1:13:46 e ainda me lembro de parar para tirar fotos à placa dos 5km. Acabei super feliz e a partir daí ganhei o bichinho da corrida. Continuava as caminhadas depois do trabalho mas já não era suficiente.

 

QUE SIGNIFICADO TEVE ESSA PROVA PARA A TUA DEDICAÇÃO A ESTE MUNDO DAS PROVAS? ACHAS IMPORTANTE PARA QUEM PRETENDE UM ESTILO DE VIDA MAIS SAUDÁVEL OU É SÓ UM ACRÉSCIMO PARA QUEM REALMENTE SE APAIXONA PELO DESPORTO?

 

Lá está, fiz a prova sem ter feito qualquer treino para além das caminhadas regulares. Foi a sensação de conquista quanto passei a meta que me fez perceber que queria continuar a abraçar este desporto. A partir deste dia fui treinando de vez em quando, sempre sozinho, mas sempre a sentir-me bem quando chegava ao fim. Nem sequer contabilizava os tempos e os ritmos até que eventualmente comecei a usar uma app no telemóvel. E ficava todo contente quando aquilo marcava um treino a 7:30m/km em vez de 7:45m/km.

Acho que o desporto é um excelente complemento a um estilo de vida saudável. Seja corrida, natação, ciclismo ou outra, praticar um desporto ao ar livre é vantajoso a vários níveis. Participar em provas acaba por ser a cereja no topo do bolo para nos desafiarmos um pouco mais. Todo o contexto e ambiente de uma prova dá uma adrenalina maior e acrescenta um objetivo aos treinos. Depois de se cruzar uma meta de braços abertos e a sorrir uma pessoa esquece, por exemplo, que na semana passada teve que ir treinar às 22:00 depois de um dia cansativo de trabalho.

 

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(Nuno, a cortar a meta com o seu filho. A maior motivação de todas, não concordam?)

 

OS ANOS PASSARAM E COMETESTE A LOUCURA: A RAINHA MARATONA. PORQUE TOMASTE ESTA DECISÃO? O QUE SENTISTE DURANTE TODO O PROCESSO DE PREPARAÇÃO?

 

Sinceramente, nunca foi um objetivo. Quando comecei a correr nunca pensei nisso, fazer 10km já era um desafio demasiado grande. Desde que comecei a correr "a sério" (após a criação dos Alverca Urban Runners) demorei 6 meses a fazer a primeira meia maratona e na altura até foi mais com o coração do que com a razão. Fazer o dobro era utópico. Fui conhecendo outros atletas que já tinham feito e enquanto uns estavam apaixonados pela distância, outros não tinham propriamente grandes recordações. Amadureci a ideia, ganhei experiência, meti quilómetros nas pernas, continuei a pesquisar sobre o assunto e li um texto verdadeiramente inspirador do João Lima que é um entusiasta do atletismo amador e da Maratona em particular. Decidi então que ia tentar, dois anos depois da tal meia maratona. Queria ser eu a experimentar todas aquelas emoções. Percebi que o sítio ideal em Portugal seria no Porto e dei a mim mesmo essa prenda de Natal: a inscrição para a Maratona do Porto 2016.

 

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COMO TE PREPARASTE?

 

Tirei um plano de treinos do próprio site da Maratona do Porto e tentei seguir o melhor que pude, sempre com a ajuda da minha mulher que foi fundamental para garantir que as nossas rotinas familiares não eram afetadas pelo meu aumento do número de treinos por semana. Não segui o plano a 100%, talvez nem a 50%, confesso. Fazia normalmente 3 treinos por semana, um deles mais longo a rondar os 20km sempre na companhia de colegas de equipa. E ouvi imensos conselhos, imensas dicas. Nunca tive medo, mas mostrei sempre imenso respeito pela distância. E encontrei um documentário chamado “Spirit of the Marathon” que contava a história de atletas amadores como eu. Era a motivação final antes da aventura. Senti sempre durante as semanas antes da Maratona que não estava preparado. Nos momentos antes de começar nunca tive dúvidas que ia acabar!

 

COMO É FAZER UMA MARATONA QUANDO SOMOS APENAS AMADORES? QUAL A SENSAÇÃO DE CORTAR A META?

 

 

"When you cross that finish line - no matter how slow, no matter how fast - it will change your life forever!" – ver aqui até ao fim, por favor.

Não encontro palavras mais fortes para descrever o momento em que se corta aquela meta. É uma alegria imensa, uma sensação de dever cumprido em que todas aquelas horas de treino fazem sentido. Dá para rir, para chorar, para abraçar o primeiro atleta que nos aparece à frente naqueles segundos. Naquele último quilómetro, onde supostamente já não há pernas, temos o coração e a cabeça a correr por nós. Lembrei-me da minha família e queria ver a minha mulher que estaria na meta a sofrer por fora todas aquelas horas, lembrei-me dos amigos e colegas de equipa a acompanhar à distância e de todas as mensagens de força que recebi. Umas semanas antes tinha acompanhado alguns destes colegas na chegada da Maratona de Lisboa e havia quem dissesse que tão cedo não repetia a experiência. Pois eu acabei e disse logo para mim mesmo que no ano seguinte lá estaria de novo. E em 2017 cumpri a promessa.

E olha que estou a ser muito contido nas palavras, teria tanto para contar sobre ambas as Maratonas que já fiz!

 

NO ENTRANTO, PARA ALÉM DOS GRANDES 42KM, TAMBÉM JÁ POSSUIS GRANDES MARCAS AOS 21K E 10KM. QUERES FALAR-NOS QUE MARCAS SÃO ESSAS E DE QUE FORMA TRABALHAS PARA AS OBTERES? 

 

Estás a ser simpática, eu não diria que são grandes marcas. São fruto de alguma dedicação mas sobretudo de muita entreajuda e excelentes momentos de convívio no seio do grupo. Faço dois ou três treinos por semana e só usei um plano na altura das duas maratonas que fiz. Só mais recentemente é que comecei a fazer com mais regularidade treinos de séries, por exemplo. Em relação aos tempos, tenho 4:40:34 na Maratona do Porto, 1:57:08 na Meia Maratona de Coimbra e 48:18 aos 10km na Scalabis Night Race em Santarém. Tudo marcas feitas em 2017.

Diz quem treina comigo que eu tenho uma grande força de vontade. Eu sinto o mesmo e acrescento uma felicidade tremenda sempre que calço os ténis e visto o equipamento.

 

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ÉS FUNDADOR DOS ALVERCA URBAN RUNNERS. COMO COMEÇOU ESTE GRUPO? COMO FUNCIONA? TODOS PODEM PARTICIPAR?

 

Bem, eu não sou fundador no sentido em que a ideia não foi minha. O que é certo é que sou um dos elementos presentes desde a formação do grupo até aos dias de hoje. Em Maio de 2014 surgiu um evento de Facebook para um treino em Alverca onde apareceu bastante gente, alguns com imensa experiência e outros nem por isso. Com o sucesso que teve repetiu-se novamente em Junho e nos meses seguintes sempre na última 6a de cada mês. Foi isto que originou o grupo e passado algum tempo foi ficando um conjunto mais regular de participantes e os treinos acabaram por passar a ser semanais numa primeira fase e evoluíram para dois dias por semana e às vezes uns extras ao fim de semana. Para além da corrida também havia grupo de caminhada. Somos um grupo de corredores urbanos que, com boa disposição e alegria, ajudamos todos os que quiserem começar a correr. Desde a sua criação, este grupo focou-se em apelar aos amigos e a todos para saírem do conforto das suas casas e dos seus sofás e conhecerem outras pessoas, praticarem algum tipo de desporto e melhorarem a sua saúde ao mesmo tempo que descobrimos também a cidade.

 

COMO FUNCIONA?

 

Atualmente o grupo tem dois treinos semanais, à 3a e à 5a sempre ás 20:00. Às 5as também há caminhada para além da corrida. Por vezes fazemos uns treinos especiais e uns eventos extra ao fim de semana. Todos podem (e devem) participar! Desde o inicio definimos que o mais importante é mesmo o último e ninguém fica para trás. É mesmo este o nosso lema! Nos nossos treinos, os mais rápidos regressam para dar aquela motivação extra a quem mais precisa. Queremos integrar toda a gente e fazer com que quem venha pela primeira vez se sinta bem e regresse. Da mesma forma, não queremos que quem seja menos rápido sinta que está a mais, antes pelo contrário! Foi assim que fui cativado, no tal primeiro evento o Lino, que organizou, fez questão de ir sempre comigo ao meu lado a acompanhar-me, a dar-me dicas e a não me deixar desistir sobretudo quando eu fiquei logo longe do fim do grupo passado nem um quilómetro de termos começado. Já disse e repito as vezes que forem precisas que se não fosse ele eu não teria chegado onde cheguei porque sem sentir este apoio nunca teria voltado para o treino seguinte. Orgulho-me agora de já ter feito o mesmo a outros atletas em início e de termos este espírito incutido em todos os elementos do grupo.

 

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NÃO É FÁCIL MANTER UM TRABALHO, FAMÍLIA, TREINOS E AINDA UM GRUPO DE CORRIDA… QUE CONSELHOS DÁS A QUEM TEM MAIS DIFICULDADE DE GESTÃO DE TEMPO?

 

Não é fácil e não nego que por vezes já houve complicações em conjugar tudo. Há que estabelecer prioridades, há que fazer cedências de vez em quando. Às vezes é preciso correr a horas menos próprias, ou muito cedo de manhã ou muito tarde à noite. O importante é definir uma altura fixa para treinar. Um dia específico, uma hora específica. Quando menos dermos por isso, treinar passa a fazer parte da rotina do dia-a-dia porque o corpo e a mente pedem e começam a ressentir-se se o treino não acontecer. No fundo é garantir que ir treinar é uma tarefa tão importante como lavar a loiça. Se for só durante meia hora, seja. É sempre melhor aquilo que se tira desses 30 minutos do que a dúvida de ficar em casa a pensar no que podia ter sido o treino.

 

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(Desporto e família. Nuno com a sua maior apoiante: a sua esposa)

 

PROJETOS FUTUROS? ALGUNS? QUAIS?

 

Começo a ter uma série de provas fixas no meu calendário anual. Tudo meticulosamente apontado num documento de Excel onde guardo todos os meus registos e todas as corridas que me interessam do calendário. Uma Maratona por ano (lá estarei no Porto em 2018), algumas Meias Maratonas fixas (Coimbra, Évora) e outras das quais não prescindo (Alverca, Scalabis, Sinos, Fogueiras, Fim da Europa). Curiosamente, nenhuma destas é em Lisboa onde noto, infelizmente, uma grande repetição dos mesmos trajetos. Acabo, no entanto, por fazer sempre mais uma ou outra corrida por aqui.

O objetivo passa sempre por ir melhorando os resultados. Acho que aos 10km já devo ter dificuldade em ser mais rápido (mas quando baixei dos 60 minutos e me disseram que ainda havia de fazer sub-50 eu também achei impossível) e onde penso melhorar é nas distâncias mais longas. Mas não estou obcecado por tempos, desde que me sinta feliz a correr tudo o resto vem por acréscimo. E tantos, mas tantos bons amigos que já fiz pela corrida são mais valiosos que qualquer record.

Também quero tentar passar este bichinho aos meus filhos, mas não os quero forçar. Há alturas em que me pedem para ir comigo, gostam de fazer as caminhadas onde participam, mas sinto que ainda não se deu o "click". Se isso acontecer, cá estarei para os ajudar.

 

CONSEHOS A QUEM SE INICIA NESTE MUNDO? 

 

Podia dar tantos, deixa-me tentar resumir, apesar de já se ter percebido que eu falo muito.. Em primeiro lugar é preciso querer mesmo, mas fazer tudo por etapas e com calma. É fácil sair à rua para correr porque o equipamento é mínimo. Não descurar os ténis. Não é preciso gastar 100 ou mais euros nuns topo de gama para ficarem no armário arrumados ao fim de duas semanas, mas convém ter uns adequados. Começar por fazer dois ou três quilómetros, começar devagar. De nada vale querer fazer logo 10kms à bruta no primeiro treino se isso significa acabar de rastos e a jurar para nunca mais! Aos poucos ir aumentando a distância e/ou o ritmo. Há tempo para evoluir. O ideal seria arranjar companhia, procurar quem corra na mesma zona de residência, algum amigo ou grupo de corrida. Nos tempos que correm será mais provável encontrar num grupo outra pessoa que corra ao mesmo ritmo ou o grupo ter formas de auxiliar e acompanhar quem entrar e for novato. Obviamente que também vai depender das preferências de cada um, continuo a conhecer atletas que preferem ir sozinhos.

Depois é definir o que queremos da corrida. Fazer amigos, perder peso, enfiar num canto as chatices do dia-a-dia durante uma horinha? O que quer que seja o objetivo, que se faça com um sorriso nos lábios. Se a ideia é evoluir posso garantir que isso não vai acontecer se a corrida não for um prazer e se tornar num sacrifício. É que para isso já basta o stress do trabalho, daquela reunião interminável e completamente desnecessária, o trânsito, os transportes públicos, as contas para pagar, etc.

Das coisas que mais ouço nos treinos são exemplos de colegas que dizem que jamais se imaginavam a correr um quilómetro mas que se soubessem o que sabem hoje já teriam começado há dez ou mais anos atrás! Por isso deixo aqui o convite a que experimentem. Obviamente que nem toda a gente vai gostar de correr, mas quem for começar amanhã e gostar vai ficar a pensar que afinal devia ter começado já hoje.

Por fim, quero fazer uma Maratona em Espanha, só não sei ainda quando nem qual.

 

A entrevista ao Nuno ainda deixou um convite final :p (que eu tinha que partilhar, desculpa :p)

"Acabou? Oh Nádia, agora já estava embalado para continuar. Pronto, obrigado mais uma vez pelo convite para ser um dos teus #CasosReais. Quando publicares a entrevista bora correr?"

Caro Nuno, infelizmente, é-me díficil ir correr ao centro numa terça às 22h, mas fica prometida uma corrida e não apenas uma passagem durante a Maratona com uma MEGA "Força Nádia!" e "Força Nuno!" (que esperemos que volte a acontecer!)

 

#CasosReais - Entrevista a Nuno Moreira - Se ele consegue, tu também consegues 

Nádia Santos 

 

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